A Copa do Brasil chega a sua rodada final com dois times que não eram apostas de ninguém antes do início da competição. O Coritiba, recém promovido à série A, era um time modesto que não inspirava muita confiança. Já o Vasco era um gigante adormecido há anos e que teve o pior início de ano de sua história. Mas ainda bem que o futebol é imprevisível, é isso que o torna ainda mais atraente. Com toda a justiça, Coritiba e Vasco fizeram por merecer e a partir de amanhã duelarão por um título inédito na história de ambos.
O Vasco é maior que o Coritiba?
Sim
O Vasco tem mais camisa que o Coritiba?
Sim
O Vasco tem jogadores melhores?
Sim
O Vasco é favorito?
Não
O Vasco tem obrigação de vencer?
Sim
O Vasco é gigante, um dos maiores clubes do Brasil, e o Coritiba é e sempre foi um time mediano e coadjuvante no cenário nacional. Claro que isso não quer dizer nada. Lembre-se que estamos falando de futebol. Exemplos recentes como Santo André e Paulista derrotando Flamengo e Fluminense respectivamente em finais de Copa do Brasil ilustram que essa final é imprevisível. Porém, a responsabilidade de se impor em campo, jogar como time grande, e mostrar quem é 4 vezes campeão brasileiro e campeão da Libertadores é toda do Vasco.
Querem um exemplo?
Se o Coritiba perde, não tem crise, todos falarão da grande campanha do Coxa na Copa do Brasil e a vida segue normalmente no Campeonato Brasileiro. Porém, se o Vasco sai perdedor desse confronto, é princípio de crise. Todos vascaínos se lamentarão por mais uma oportunidade de título que o time deixou escapar, enquanto os rivais farão a festa com mais um “quase” do time da Colina. O difícil vai ser carregar por mais um tempo a fama de “eterno” vice. Essa é a pressão que times de camisa tem que suportar, e isso não se aplica somente ao Vasco, mas a qualquer time grande. O céu e o inferno são sempre muito próximos quando se trata de grandeza.
Pra finalizar, eu só queria ver o Vasco tomar a iniciativa nessa final, fazer valer sua história. Partir pra cima do adversário e mostrar quem é quem nessa decisão. Também queria ver o Coritiba jogar o futebol que encantou o Brasil no primeiro semestre, usar a pressão do Couto Pereira a seu favor e mostrar que não está
ali apenas como coadjuvante. Assim, o futebol agradece!